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  Não é só mais um filme: The Fall[16.setembro.2008] - 01:19
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  Pedaços de história: Um pequeno lapso de tempo[15.setembro.2008] - 23:08
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  Pedaços de história: O dia em que o tempo parou[15.setembro.2008] - 21:59
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  Filme: [●REC][06.setembro.2008] - 05:11
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  Peter pan[30.agosto.2008] - 18:05
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  Não é só mais um Filme: The Fall                                                    
    16.setembro.2008 - 01:19   
Por: Diogo César

Quando descobriram que arte poderia ser entretenimento, a maneira de se fazer arte mudou, especialmente quando alguém que não era artista começou a ganhar dinheiro com isso. The Fall é um filme que nos lembra que o cinema antes de ser mero entretenimento é também arte, é poesia, é cor e deve ser mais do que uma história genérica de noventa minutos.

Esse é um daqueles filmes que tem uma história de como foi feito tão interessante quanto a que ele conta. Tudo começou da cabeça do escritor, jornalista e poeta búlgaro Valeri Petrov, que escreveu um roteiro para um filme que falava sobre contar histórias, sobre imaginação e sobre como nossa imaginação e as nossas histórias demonstram quem nós somos. O filme foi lançado em 1981 com o singelo nome de Yo ho ho. Por ser um filme búlgaro não foram muitos os que puderam ver, mas um deles foi o cineasta indiano Tarsem Singh (ou simplesmente Tarsem) que ficou conhecido em Hollywood pelo filme A Cela.

Tarsem ficou apaixonado pelo filme e tentou durante muito tempo viabilizar a produção de um remake para que mais gente pudesse conhecer a história, mas não teve muito sucesso. Com várias locações ao redor do mundo, uma história diferente das histórias normais e com o perfeccionismo que ele queria, a solução que ele encontrou foi bancar do próprio bolso grande parte do filme.


Os heróis da história que é contada na história que o filme conta (?!)


Os atores foram selecionados com muito critério, especialmente o de Alexadria, a co-protagonista do filme, interpretado por Catinca Untaru, que o diretor conseguiu encontrar na Romênia depois de muita busca. Ter encontrado a atriz para o papel de Alexandria inclusive foi uma das coisas que fez o filme ser acelerado e mais dívidas e loucuras serem cometidas em nome da realização da sua idéia, isso porque tinham que gravar logo, antes que ela crescesse, antes que ela mudasse, antes que ela deixasse de ser a exata reprodução que Tarsem via para Alexandria. E honestamente falando, toda vez que ela aparece ela brilha na tela, prende a atenção e dá toda a inocência e o carisma que a personagem precisava. Se não fosse a atriz certa o filme não funcionaria.


Catinca Untaru, como Alexandria

O outro protagonista do filme é Lee Pace, ator que tem aos poucos conseguido mais atenção e pode ser viso atualmente como o protagonista da série Pushing Daisies, no canal da Warner na TV paga. O ator também foi encontrado nas inúmeras buscas de Tarsem em um teatro em Nova York e segundo diz a lenda só foi perguntado a ele se ele tinha um pênis já que o personagem que ele deveria interpretar era um homem.

Tendo dito tudo isso quase não resta muito pra dizer sobre o filme. Alguns filmes agente não tem que ficar comentando muito, são mais como algo que você vê, absorve e guarda pra você o que viu. Esse é um filme diferente do que você está acostumado a ver, tanto na parte gráfica quanto na maneira que a história se monta e se desenrola. Mas não ache por isso que é uma daquelas experimentações mirabolantes, não é nada disso. É um filme que qualquer pessoa pode ver, desde uma criança até um adulto e ambos podem gostar.


- Tio, porque você tem cara de bebum louco?
- Cale a boca que eu faço uma torta pra você


Minha única crítica ao filme não é bem ao filme. É uma crítica a indústria do entretenimento em si. The Fall é um filme incrível, muito bem feito, muito bem produzido, mas que se tivesse tido a atenção merecida poderia ser melhor em sua produção, em seus cenários, em seus efeitos, tornando a história ainda mais fantástica e bela. Para quem tiver uma visão além do alcance vai perceber que o filme tem uma espécie de tom de feito em casa, de improvisado com talento, o que não é um problema nem estraga nada. Se as pessoas dos estúdios que financiam os filmes tivessem dado atenção, especialmente se considerarmos a divulgação zero, o lançamento em praticamente nenhuma sala de cinema e o simples fato de parecer que um filme tão bom nunca existiu para a grande indústria de hollywood, The Fall poderia ser muitas vezes mais o que é.

   
O diretor, Tarsem e o autor do roteiro original, Valeri Petrov


Se você gosta de histórias você vai gostar desse filme. Se você gosta de contar e ouvir histórias você vai gostar mais ainda, agora se você não só gosta de contar e ouvir, mas também de criar histórias você não pode deixar de ver The Fall.

| Trailer no You Tube |

Normalmente eu não faço isso, mas como a chance desse filme aparecer em qualquer lugar por aqui é mínima, eis um torrent. Não se esqueça de apagar o filme em 24 horas, heim?
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  Pedaços de história: Um pequeno lapso de tempo                                  
    15.setembro.2008 - 23:08   
Por: Diogo César

Se eu tivesse menos medo do tempo eu seria mais calmo. Se ele não passasse como passa, talvez eu não me lembrasse do passado com tanta saudade ou me preocupasse tanto com todas as maneiras que eu desperdicei ou não a minha vida.

Se eu tivesse menos medo do tempo eu veria o futuro de uma forma diferente. Não veria como um fim, como um pedaço de estrada que só vai chegar até ali adiante. Talvez eu visse o futuro como um caminho pra chegar onde eu quiser, quando eu quiser e se eu quiser. Eu veria todas as possibilidades e saberia um pouco mais qual seria a maneira certa de tomar minhas decisões, no final nenhuma delas seria errada porque haveria tempo o bastante pra que qualquer coisa fosse possível.

Se eu tivesse menos medo do tempo eu seria mais novo. Seria provavelmente menos sábio, mas mais tranquilo. Provavelmente não precisaria me reconfortar diante das tristezas sabendo que somente com elas poderia encontrar alguma felicidade de verdade. Não iria olhar pra minha pessoa do passado como se agora eu fosse melhor.

Se eu tivesse menos medo do tempo eu seria mais justo com as pessoas. Não iria cobrar que elas tivessem o mesmo passo que eu. Iria provavelmente perdoar mais a ignorância, a imaturidade e as injustiças. Entenderia melhor os erros e o próprio desespero que elas mesmas sentem ao viver e temer o tempo da mesma forma que eu. Eu seria diferente com as pessoas.

Se eu tivesse menos medo do tempo eu me permitiria contemplar mais a imensidão das coisas. Me permitiria ver todos os motivos e todas as razões que levam certas coisas a aconteceram com atenção e vontade o suficiente pra impedir que certas delas ocorressem. É preciso errar pra acertar, mas pra bom entendedor meia palavra basta.

Se eu tivesse menos medo do tempo iria dormir mais, ser menos pessimista, dizer mais a cada dia como as pessoas importantes são importantes e ouvir, realmente ouvir tudo aquilo que elas tem pra nos dizer e dizem, mas que não ouvimos direito, porque ouvimos demais o som que o tempo faz quando passa, além é claro do som das nossas próprias lamentações. Eu iria saber ver o valor de cada pequena coisa construída, encontrada, feita ou achada. O seu valor devido, que garantisse a preciosidade necessária pra tornar aquilo eterno.

Se eu tivesse menos medo do tempo eu não iria me perguntar sobre como as coisas seriam se u não tivesse tanto medo dele. Um dia, quando eu acordasse e algo acontecesse, eu olharia pra mim, fecharia os olhos, manteria a calma e saberia a resposta. Simples assim, num pequeno lapso de tempo.
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  Pedaços de história: O dia em que o tempo parou                                
    15.setembro.2008 - 21:59   
Por: Diogo César

Os jornais diziam que o tempo ia parar no próximo dia. Os cientistas tinham analisando o cosmos e tinham visto que não sabiam de nada e que tinham passado muito tempo achando que estavam descobrindo as leis que regem a nossa existência, mas na verdade estavam apenas satisfazendo suas vaidades. Uma mensagem vinda dos céus dizia que o tempo ia parar dali 18 horas, 25 minutos e 13 segundos. Pra muitos era o fim do mundo.

Todos acreditaram, porque como é uma história podemos dizer que aconteceu o que quisermos que tenha acontecido. O fato é que receber uma mensagem do espaço deixou as pessoas menos preocupadas do que o que a mensagem em si dizia. Como o Papa explicava isso? Como Buda explicava isso? Como a Globo explicava isso?

Maria Antonieta estava muito enfurecida, andava pelada pela casa gritando e berrando que ela não queria o fim do mundo, que queria dar antes de morrer, mas não pra qualquer um, mas pro seu príncipe encantado que ela não teria mais a chance de conhecer.

Dona Cota se perguntava se a televisão ia dar um jeito de contar como acabavam as novelas já que ela não poderia saber como aquelas adoráveis histórias de adoráveis personagens iriam adoravelmente acabar. Ela, gente de antigamente, daquela época em que as pessoas tinham atitude, escreveu uma carta para a emissora e a pois no correio. Coitada, mal sabia ela que a carta não chegaria até as mãos deles antes do tempo parar. Se ela tivesse tido tempo de conhecer o e-mail, quem sabe.

Seu Pedro decidiu que era hora de tomar jeito, iria para de beber, de fumar cigarros, de cheirar cocaína, injetar heroína, de ver pornografia infantil, de fumar maconha e de ser padre.

Marcelo achou que era hora de contar a verdade pra seu pai sobre aquela história dele e do Gegé. É claro que já tava na cara, todo mundo já sabia, mas falar assim a verdade para o “papi”, seria um grande desafio, mas era a coisa certa a se fazer.

Muitas pessoas pensaram que aquela fosse a última chance de fazer a coisa certa. Milhões de pedidos de desculpas e perdões, milhões de momentos de reconciliação e uma porção da namorados que tinham dado um tempo resolveram de uma vez se ficariam juntos para o fim do mundo ou não.

Houve também muito arrependimento. Moridisnelson, por exemplo, soube que não poderia mais mudar legalmente de nome.

As gêmeas Mabele e Mirela não poderiam estrear seu espetáculo. O mundo teria que esperar uma nova oportunidade cósmica para conhecer o incrível balé de bonecos articulados na água.

Muitas e muitas pessoas se desesperavam por não poderem mais fazer aquilo que nuca fizeram, aquilo que sempre quiseram fazer ou que sempre souberam que deveriam fazer. Ver o fim próximo e anunciado forçava-os a sair de um estado ignóbil e imprestável. Esse jeito assim que nós vivemos hoje.

Coitados, mal sabiam eles que a mensagem era falsa. Era a obra de um louco e inconseqüente, um desses depressivos de pena, laptop ou teclado macio nas mãos, que, talvez, nas horas vagas gostasse de cozinhar e fazer terrorismo psicológico com grandes populações. A mensagem era falsa porque no final era só uma história e eles não eram mesmo pessoas, eram só personagens, não tinham problemas de verdade. Na verdade eles ne existiam.

Mas mesmo sendo uma história, ele sabia que seu ato traria conseqüências. Talvez não as terríveis que teriam se a história não fosse história e a realidade não fosse real. A verdade é que é tudo mentira e o louco sabia no final que mesmo que não desse certo, pelo menos era bem possível que ele tivesse encontrado uma solução brilhante. Seu ato talvez fosse a única maneira de fazer uma revolução nos dias de hoje. O ser humano sempre vê novas cores diante das perdas e dos fins. E repare que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

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  Filme: [●REC]                                                                       
    06.setembro.2008 - 05:11   
Por: Diogo César

Quando a bruxa de blair apareceu faturando tudo o que faturou, custanto a pequena quantia que custou, o mundo todo ficou sabendo que algo novo tinha sido descoberto. Usar uma câmera que simula um cenegrafista amador para contar uma história se mostrou uma idéia muito eficiente, mas apesar disso tirando o recente Cloverfield, que conta a história de um ataque de um mostro do tipo Godzilla a Nova York e esse excelente filme espanhol de nome REC, essa idéia boa e barata não tinha sido usada de maneira relevante. Pelo menos não que eu tenha tido a honra de saber.

Essse é um filme de terror, um tipo de filme que geralmente é mais voltado para uma coisa trash do que verdadeiramente aterrorizante. Nesses tempos onde filme de terror diferente são só aqueles que imitam aquele tom de terror místico japonês, REC não deixa de ser trash, afinal temos zumbis e cenas clássicas desse tipo de filmes, mas essa roupagem de filmar do ponto de vista de um dos personagens, de colocar o telespectador dentro da cena do filme e dentro do personagem, faz diferença.

A história é simples, trata-se de um programa de televisão que vai cobrir as atividades de um corpo de bombeiros. Sendo assim, os primeiros quinze minutos do filme parecem mesmo um programa de televisão até que os bombeiros recebem uma chamada e aí começa nossa aventura através dos olhos do cenagrafista do programa que tenta registrar todos os estranhos fatos que estão acontecendo num prédio de onde a chamada dos bombeiros foi feita.


- O não! O que é aquilo lá no alto?!
- Oh, eu não sei... mas parece o... o... o teto!

Apesar de se tratar de um filme espanhol a pegada é bastante hollywoodiana, a única diferença está mesmo no roteiro. É uma história de zumbi, então de certa forma agente sempre sabe o que vai acontecer, mas a maneira que as coisas acontecem aqui são bem legais.

Uma pequena curiosidade é que o filme tem apenas cerca de uma hora e dez minutos. Isso acaba não fazendo diferença, já que o filme é bem montado o bastante para que a história acabe no tempo certo, sem ser curto demais ou longo demais. Uma versão estadunidense do filme tem previsão de estrear por aqui em 5 de dezembro com o nome de "Quarantine". Por outro lado, se você acabar ficando satisfeito com a versão espanhola prepare-se pois uma continuação deve estrear nos cinemas espanhóis e na internet no ano que vem.


- Parem de usar boas idéias de maneiras idiotas, seus
filhos da mãe do entretenimento!


Se você gosta de filmes de terror, você vai gostar bastante desse filme. Já se não gosta vai se surpreender, já que o clima e a imersão proporcionados pela câmera em primeira pessoa o tempo todo e o clima rápido e interessante com que a história se conduz fazem desse um filme bom, e não só um filme de terror. Realmente não há nada como usar a idéia certa para a idéia certa do jeito certo.

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  Peter Pan                                                                                       
    30.agosto.2008 - 18:05   
Por: Diogo César

Alguns nomes em alguns idiomas podem servir tanto para homens quanto para mulheres. Em inglês, por exemplo, o nome Wendy, até que a história de Peter Pan surgisse era predominantemente um nome masculino. Essa é uma das coisas que um livro pode fazer, mas Peter Pan, em sua época fez mais do que criar um geração de meninas Wendy. Ainda hoje, ler o texto original de Peter Pan mostra porque o personagem vive até hoje.

Não sei se essa foi a primeira história infantil que era também relevante para adultos, mas sei que um personagem que não quer nunca crescer e se tornar um adulto atinge muito mais um adulto do que uma criança, afinal de contas um adulto sabe o que é ser um adulto e sabe como foi ser uma criança, já a criança só sabe metade da história e no final não entende o que uma coisa ou outra quer dizer. Sendo assim, a primeira coisa que percebemos ao ler essa história é existem duas formas de se olhar pra ela, como um adulto e como uma criança.

Para as crianças o que vale é a fantasia e as aventuras, piratas, crocodilhos, indíos, sereias, lutas com espada, pessoas que voam e fazem coisas fantásticas e se fossemos querer considerar o livro apenas por isso já seria o bastante para que ele fosse alguma coisa em alguma lista de livros infantis que as pessoas adoram fazer.

Para os adultos mostra uma imagem de como o tempo passa e de como as coisas mudam, de como com o tempo esquecemos de certas coisas e passamos a nos importar com outras nem tanto importantes. Acho que o mérito maior é que Peter Pan consegue ser uma daquelas histórias que agente escuta quando é criança e guarda pelas coisas de criança que ela tinha, mas a medida que vamos crescendo e a história permanece em nossa memória começamos a lembrar dela e entender aquelas partes que não entendíamos e de repente temos uma visão totalmente diferente do que aquela história foi.

Pra quem nunca teve curiosidade de ler o texto original, não é difícil encontrar, já que ele é publicado até hoje. Por mais que seja um livro publicado em 1911 (tendo sido primeiro uma peça lançada em 1904) possui uma linguagem moderno e um estilo de escrita diferente onde o narrador sabe que aquilo é uma história e conversa com o leitor conforme vai contando tudo. O tom do livro acaba tombando para algo mais surreal do que fantasioso e apesar de ser bom, para os dias de hoje não tem um impacto tão grande, já que hoje esse estilo e esses universos grandiosos não são uma novidade. 

Em 2006 foi publicado o livro Peter Pan Escarlate que é tido como uma sequência oficial da história. Na verdade o aconteceu foi o que o hospital infantil "Great Ormmond Street" que ganhou os direitos do original doados pelo autor, realizou um concurso para criar uma continuação da história já que em 2007 esses direitos se encerraram, o que quer dizer que Peter Pan hoje é de domínio público, enquanto que os direitos dessa continuação oficial não, de moco que podem continuar a ajudar a sustentar o hospital. Há quem diga que apesar de ser bom, esse novo livro, escrito por Geraldine McCaughrean é bom, mas não se iguala ao original, preciosismo de gente chata que só valoriza o trabalho de quem já morrei ou não, particulamente não li, então não sei.


O autor Sir James Matthew Barrie, nascido em 9 de maio de 1860, em
Kirriemuir, foi também jornalista, e escreveu um monte de outros livros e peças.
Naquela época os bigodes eram muito importantes.

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